29 outubro 2020

O valor do trabalho dos outros... | Porta-moedas



Confesso que há coisas que simplesmente me transcendem:
Se ninguém gosta de ver o seu trabalho desvalorizado, porque desvalorizam o trabalho dos outros?
Porque não respeitam o trabalho dos outros?
Vejamos um caso muito simples: os varredores de rua.
Passam literalmente o dia a limpar aquilo que nós teimamos em sujar.
E não! Não precisam disso para ter trabalho!
Não precisam do lixo que nós deitamos para o chão para ter trabalho. 
Basta-lhes a Mãe Natureza!
Além disso questiono-me sempre: se em casa colocamos o nosso lixo no local dele, porque não fazemos o mesmo na rua?
Em casa sempre ouvi dizer que não devemos fazer na rua, o que não fazemos em casa.
Outro caso muito típico é o dos artesãos.
Quem faz artesanato ouve regularmente: É muito bonito, mas é muito caro! No chinês encontramos o mesmo e muito mais barato!
No entanto, quem compra esquece-se de vários pormenores:
  1. os materiais e as ferramentas são caros;
  2. o tempo e o carinho que o artesão coloca em cada peça é imenso. Costumamos dizer que de cada vez que vendemos uma peça, vendemos um pedaço do nosso coração;
  3. cada peça é única e diferente. Não há duas peças iguais;
  4. para quem vive só do artesanato há impostos a pagar e o artesão também precisa de comer;
No entanto, no caso do artesão ainda se vê outro problema: os próprios artesãos que não dignificam a sua profissão e a sua arte.
Para igualar os chineses praticam preços inacreditáveis, impossíveis de bater por quem vive do artesanato, dificultando a sua vida.
Apostam em materiais de péssima qualidade e em acabamentos mal feitos e horríveis, que retiram valor aos produtos desvalorizando o artesanato em geral.
Sem terem formação e certificação para tal vendem produtos certificados (por exemplo, o bordado de Castelo Branco é certificado e só quem tem a devida certificação o pode fazer para vender).
O meu pedido para quem faz e para quem compra é: RESPEITEM e VALORIZEM o trabalho dos outros.
Ninguém vos obriga a comprar os nossos trabalhos, mas da mesma forma que no vosso trabalho gostam de ser respeitados, respeitem quem faz e vive do artesanato (e todas as outras profissões porque todas são importantes e fazem falta!!)
 
O artesanato é uma expressão cultural de cada país.
É uma forma de promover e divulgar o nosso país, as nossas tradições, a nossa forma de viver.
Valorizem o que é nosso!!
 
P.S - Para quem faz artesanato mas não é a sua principal fonte de rendimento, na altura de fazer um produto e atribuir-lhe um preço, pense que há quem viva apenas do artesanato. Sejam justos!!
 





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26 outubro 2020

Diz o velho ditado que... | Porta-moedas



"Burro velho não aprende línguas."

… mas eu NÃO concordo!
Na vida, a aprendizagem deve ser permanente e é fundamental.
É importante para a nossa função neurológica, é importante para crescermos enquanto indivíduos e profissionais.
Nas artes a ideia é a mesma. Aprender, aprender, aprender…
A aprendizagem em contexto de aula é fundamental, mas a autoformação é igualmente útil e importante.
São as lições que a vida nos dá, pois é com os erros e os tombos que aprendemos e não com as vitórias.
São os livros que lemos, os filmes que assistimos, as conversas que temos, os passeios e viagens que fazemos, as experiências a que somos expostos…
No caso do artesanato, por exemplo, é uma ida à retrosaria, uma visita a uma feira são excelentes formas de aprender, de trocar experiências e conhecimentos, de nos inspirarmos.
Uma simples conversa com um artesão é uma fonte inesgotável de sabedoria.
Quanto a mim sempre que visito um lugar novo, para além de visitar a biblioteca da terra, de conhecer a sua gastronomia, faço sempre questão de conhecer o artesanato local.
Aprendendo sempre imenso. 
Gosto de conversar e aprender com os artesãos locais. Com quem dedicou a sua vida a fazer e a promover a sua terra pela sua arte.
Simplesmente ADORO!
Aliás grande parte do que sei de artesanato foi adquirido em contexto de autoformação.
Através das leituras que fiz e faço, pela curiosidade que sempre tive sobre o assunto, pelas pessoas com quem me cruzei e que com uma enorme generosidade partilharam o seu saber comigo.




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21 outubro 2020

O copo meio cheio, sempre! | Porta-moedas



Cá por casa o espírito durante o período COVID- 19 e o ânimo foi ver o copo meio cheio, sempre! 
E não foram raras as vezes que se ouviram gargalhadas bem dadas, senão vejamos…

Dona Mãe e a quarentena:
No dia em que declararam Estado de Emergência, já a senhora Mãe (e Pai!) se encontravam em isolamento obrigatório decretado pelas filhas.
Doente de elevado risco por vários motivos, a prudência assim o obrigava.
Não obstante, um belo dia de isolamento acontece esta conversa com a Mana:
Mãe: - Oh filha, a quarentena são 40 dias, não é?
Mana:- Sim.
Mãe: - Certo! Então só faltam 35 dias para voltar à rua!
Isto ao quinto dia de isolamento decretado pelas filhas, ainda não havia quarentena decretada! 
A Mana achou por bem não contradizê-la não fosse ela em conjunto com o Pai darem em rebeldes e quererem sair logo de casa! :-D :-D




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15 outubro 2020

Patchworking... | Capa de livro


"Ler é sonhar pela mão de outrem."
Fernando Pessoa

O Covid-19 trouxe-nos uma nova vida. Uma nova realidade.
Muitas têm sido as alterações diárias que temos de implementar na nossa vida.
Mas no meio disto tudo, também é importante encontrar algumas rotinas, alguma normalidade na nossa vida.
Por aqui uma rotina que se procura manter é a leitura antes de ir dormir.
Cá por casa somos bibliodependentes: livros de lazer só da biblioteca! 
Comprar só mesmo algum livro que seja técnico e de utilização repetitiva.
Assim com o isolamento, quarentena e afins vimo-nos a abraços com falta de livros para ler cá em casa.
Dado que as bibliotecas foram (e bem!!) encerradas e eu não sei viver sem um livro, numa das muitas idas da mana ao supermercado, para reabastecimento alimentar, foi com indicação expressa de trazer o romance mais gordo que por lá encontrasse.
A busca foi bem sucedida!



Trouxe um livro que encerra nele três livros, com um total de 934 páginas.
Bem gordinho, portanto! Happy! Happy!
No entanto, com este livro deu para perceber que as capas de livro precisavam de uns ajustes.
Motivada pelo Ferrari pensei porque não?
Se a principal ferramenta de trabalho sofreu um mega upgrade, porque não fazer o mesmo com os produtos?
Assim sendo, coloquei mãos à obra e o primeiro produto a sofrer uma atualização de visual foram as capas de livro. E mais, aventurei-me numa técnica nova: o patchwork.
Apesar de não ter ficado exatamente como eu a idealizei, para primeira experiência o balanço final é excelente.
Espero que gostem!!










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13 outubro 2020

Lá diz o velho ditado... | Bolsa para máscara social


"À terceira é de vez!"

... e eu confirmo!

Nada contente com as experiências feitas e bolsas para máscaras até ao momento, não desisti.

Parei algum tempo. O cansaço acumulado já era muito e as ideias escasseavam.

Com a chegada das férias, com mais tempo disponível e já com algum descanso de corpo e cabeça, voltei a colocar mãos à obra.

E saiu isto...



Uma bolsa simples, reutilizável, que chega a levar 5 máscaras de uma vez, lavável, gira nas horas e prática. Tal como eu queria.

E o melhor de tudo é que quando a pandemia acabar (porque um dia isto vai acabar!!) e regressarmos à vida normal temos sempre uma mini-necessaire para andarmos sempre prevenidas. ;-)

Pude também aproveitar muitos dos retalhos que já por aqui começavam a acumular. ;-)

Por isso... retalhos e retalhinhos me aguardem que eu vou lhes usar.


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12 outubro 2020

Outono é tempo de regressos...


"Regressar - Voltar, tornar ao ponto de partida."

Priberam

 ... pelo menos para mim. :-)

É tempo de regressar ao trabalho, às rotinas, às listas de tarefas, às responsabilidades, aos horários...

Para mim Setembro e metade de Outubro significou umas longas e merecidíssimas férias.

Significou descanso, muitas leituras, algum passeio. Significou parar para respirar. Para refletir. Para me reencontrar. 

Significou ter tempo para tirar o pó às agulhas e aos tecidos. Para regressar ao que tanto gosto, aos meus trabalhinhos, ao meu artesanato.

Aproveitei o tempo para reorganizar o meu hobbie. Comecei finalmente a criar um sistema de arquivo que, acredito, irá facilitar muito a minha vida. Dei um bom destralhe aos materiais. Revi toda a documentação que tenho (moldes, passo a passo, etc.)

Agora com o regresso ao trabalho e, uma vez que a pandemia está cada vez pior, havia que renovar o stock de máscaras sociais cá de casa. As outras já tinham cerca de quatro meses de utilização intensa, portanto as férias foram a altura ideal para as renovar.









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