26 agosto 2018

Um pouco de história... | Oficina ponto cruz


Vocês sabiam que o ponto cruz é a arte de bordado mais antigo do mundo?
É verdade, vem do tempo dos homens das cavernas quando estes usavam um ponto em cruz para unir as peles de animais com que faziam as roupas que usavam.
Já no Egipto era utilizado para cerzir as roupas da época e os romanos viam o ponto cruz como uma "pintura de agulha".
Tal como hoje o conhecemos, dizem os entendidos, que terá nascido na China, espalhando-se depois pela Europa e Estados Unidos, durante a Idade Média. Pelo menos é nesta altura que as informações começam a ser mais precisas, pois era utilizado para identificar as roupas dos ricos.
Os bordados apresentavam um aspecto algo tosco e eram baseados nos brasões de família.
Foi com o Renascimento que ganhou uma forma mais próxima da actual, sendo utilizados como forma de alfabetização. Tal terá levado a um desenvolvimento da arte mais rápido, que ao mesmo tempo ganha igualmente um cariz decorativo atribuído pela Igreja Católica.
Entretanto no século XVII a linha de algodão foi introduzida no bordado, substituindo os fios de seda ou lã sobre tecido de linhos até então utilizados.
 Os esquemas conhecem um avanço com a chegada de esquemas impressos que eram vendidos na Alemanha e na Itália e daí seguiam para o resto da Europa. Com a distribuição em larga escala de esquemas, o ponto cruz torna-se oficialmente num hobby.
Durante o séc. XVIII acontece uma produção em larga escala de ponto cruz, sendo bordado por toda a gente, independentemente da classe. Eram criados mostruários de peças para facilitar a escolha de desenhos e faziam-se exposições.
Desde a Idade Média até aos nossos dias o ponto cruz não só nunca perdeu o prestígio, como foi crescendo enquanto arte. Os motivos ganharam novas inspirações e a técnica começou a ser usada em diferentes suportes. Tradicionalmente usados para embelezar roupas de cama, panos, toalhas de mesa, rapidamente começaram a ser usados como identificativos dos seus donos.
Hoje em dia é usado em, praticamente, tudo.
Caracteriza-se precisamente por ser um bordado bastante versátil. Facilmente se adapta a tudo. É uma atividade relaxante, que não só não sobrecarrega a mente, como nos leva a um nível de concentração que nos faz esquecer problemas, o mundo lá fora.
Confirmo! :-)

 

19 agosto 2018

Somos solidários!!

Já não é novidade que por aqui somos um blogue solidário.
Mas não nos ficamos pelas iniciativas próprias, participamos igualmente em iniciativas levadas a cabo por outros.
Como também não é novidade para ninguém, todos os anos Portugal sofre com o flagelo dos incêndios.
Seria de esperar que depois do que aconteceu o ano passado, tivéssemos aprendido a lição, mas Monchique mostrou-nos que não… :-(
E de entre todas as inúmeras iniciativas que por todo o país se levaram a cabo, para ajudar populações e bombeiros, tive conhecimento pelo Instagram de uma iniciativa para ajudar os artesãos de Monchique. Pediam material, ferramentas, tintas, pincéis, tecidos, máquinas de costura… enfim tudo o que pudesse ajudar a recuperar quem perdera tudo.
Não me demorei muito a decidir em participar.





 Andei de volta do pouco que tenho e juntei algum material que tratei de enviar. É pouco, é certo! Mas é dado de coração e com esperança que faça alguma diferença a quem ficou sem nada e que quer continuar com as suas artes.
 Um grande chi-coração para Monchique!!

12 agosto 2018

5 anos depois... | Toalha de mesa

... a luta terminou!!! :-D :-D
Acho que já por aqui referi que depois do crochet, a segunda arte que aprendi a fazer foi o ponto cruz.
Lembro-me que na altura aprendi com uma prima quando passava férias na terra dos meus pais, porque ela aprendera durante o ano lectivo, num curso que davam à noite lá na aldeia.
Como é obvio, quando ela me contou isso tratei logo de "cravar" dinheiro à minha mãe para ir comprar material para poder aprender.
Comecei por fazer um pequeno pano de tabuleiro, cheio de erros. Mas ainda hoje o tenho como recordação do meu primeiro trabalho em ponto cruz.
Mas como eu maluca e ADORO um desafio coloquei na cabeça que tinha de "empregar" o novo conhecimento em algo realmente visível e foi assim que tive a "ideia brilhante" de fazer...


 

... esta toalha em ponto cruz que mede cerca de 2,5cm de comprimento.
É gigantesca!! Mas comigo é tudo ou nada!!
Louca!!! Doida varrida!! foi o que na altura todos me chamaram. Incluindo a minha mãe quando lhe pedi dinheiro para o material e, obviamente, não me deu.
Mas como teimosia é o meu nome do meio, meti na cabeça que havia de a fazer e fiz.
O material foi "cravado" à descarada à minha tia, quando na pausa inter-semestral do primeiro ano da faculdade fui passar o mês de fevereiro com ela e precisava desesperadamente de ter algo para me entreter. :-)
Para a fazer levei 5 anos, com muitos avanços e recuos (o primeiro lado foi feito e desfeito pelo menos 4 vezes), mas que me traz igualmente muitas recordações.


 


 
 
Muitos serões em conjunto com a mana a desfazer o que estava errado, muitas tardes de verão à sombra no quintal dos avós agarrada a ela e a ouvir histórias do antigamente, os vizinhos que sempre perguntavam por ela e queriam ver os avanços...
Mas o que mais recordo destes tempos é que foi com esta toalha que aprendi a fazer o ponto de cruz perfeito, com uma colega da minha mãe, na copa e às escondidas da chefe delas.
É uma toalha enorme que não sei se alguma vez terá uso na minha casa, mas que certamente será daquelas poucas coisas que sempre guardarei, pelas memórias que me traz.
Nos entretantos, vai sendo usada na sala de jantar dos meus pais, onde fica perfeita na mesa de jantar. Tem as medidas ideais para ela.
Mas como não bato bem da cabeça esta toalha enorme tem uma "irmã gémea" em crochet! :-D
Um dia conto-vos essa história…
 
**INDISPONÍVEL**

05 agosto 2018

Meu querido mês de Agosto...

 
... por ti levo o ano inteiro a sonhar,
trago sorrisos no rosto
Meu querido mês de Agosto,
Porque sei que vou voltar…"
 
Lembram-se da música? :-D :-D
 Agosto chegou!!
O mês por excelência das férias dos portugueses.
É o mês que as aldeias ganham novamente vida, com o regresso - ainda que temporário - dos filhos da terra. O mês das festas e bailaricos da aldeia.
O mês das enchentes nas praias do Algarve.
O mês do descanso dos guerreiros, depois de um ano inteiro e intenso de trabalho.
O mês das churrascadas e das sardinhadas com amigos e famílias ao fim do dia.
O mês dos sunsets.
O mês do calor excessivo, dos escaldões e dos temíveis fogos (vamos rezar para que este ano corra melhor em Portugal, já que lá fora…)
É o mês de…
 
 
**BOAS FÉRIAS!!!**