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29 setembro 2018

Anchor by Coats & Clark | Oficina de ponto cruz

Chegou o Outono e o inverno virá logo a seguir. :-)
Isto significa que se aproximam as tardes de sofá, tv, chá e ponto cruz, ouvindo o vento e a chuva que cai lá fora. 
Já por aqui contei que sou uma fã assumida das linhas DMC para o ponto cruz que tanto gosto, no entanto, confesso que em trabalhos de cores mais pastel prefiro usar as linhas Anchor by Coats & Clark.
Esta linha tem um fio 100% algodão do Egito, suave, natural para bordar. Eu gosto, particularmente, de usar a gama Anchor Mouliné.
Gosto do efeito menos "brilhante" (comparativamente com as linhas DMC) com o trabalho fica, que remete imediatamente para o efeito mate dos tons pastel.
E vocês qual preferem?

26 agosto 2018

Um pouco de história... | Oficina ponto cruz


Vocês sabiam que o ponto cruz é a arte de bordado mais antigo do mundo?
É verdade, vem do tempo dos homens das cavernas quando estes usavam um ponto em cruz para unir as peles de animais com que faziam as roupas que usavam.
Já no Egipto era utilizado para cerzir as roupas da época e os romanos viam o ponto cruz como uma "pintura de agulha".
Tal como hoje o conhecemos, dizem os entendidos, que terá nascido na China, espalhando-se depois pela Europa e Estados Unidos, durante a Idade Média. Pelo menos é nesta altura que as informações começam a ser mais precisas, pois era utilizado para identificar as roupas dos ricos.
Os bordados apresentavam um aspecto algo tosco e eram baseados nos brasões de família.
Foi com o Renascimento que ganhou uma forma mais próxima da actual, sendo utilizados como forma de alfabetização. Tal terá levado a um desenvolvimento da arte mais rápido, que ao mesmo tempo ganha igualmente um cariz decorativo atribuído pela Igreja Católica.
Entretanto no século XVII a linha de algodão foi introduzida no bordado, substituindo os fios de seda ou lã sobre tecido de linhos até então utilizados.
 Os esquemas conhecem um avanço com a chegada de esquemas impressos que eram vendidos na Alemanha e na Itália e daí seguiam para o resto da Europa. Com a distribuição em larga escala de esquemas, o ponto cruz torna-se oficialmente num hobby.
Durante o séc. XVIII acontece uma produção em larga escala de ponto cruz, sendo bordado por toda a gente, independentemente da classe. Eram criados mostruários de peças para facilitar a escolha de desenhos e faziam-se exposições.
Desde a Idade Média até aos nossos dias o ponto cruz não só nunca perdeu o prestígio, como foi crescendo enquanto arte. Os motivos ganharam novas inspirações e a técnica começou a ser usada em diferentes suportes. Tradicionalmente usados para embelezar roupas de cama, panos, toalhas de mesa, rapidamente começaram a ser usados como identificativos dos seus donos.
Hoje em dia é usado em, praticamente, tudo.
Caracteriza-se precisamente por ser um bordado bastante versátil. Facilmente se adapta a tudo. É uma atividade relaxante, que não só não sobrecarrega a mente, como nos leva a um nível de concentração que nos faz esquecer problemas, o mundo lá fora.
Confirmo! :-)

 

12 agosto 2018

5 anos depois... | Toalha de mesa

... a luta terminou!!! :-D :-D
Acho que já por aqui referi que depois do crochet, a segunda arte que aprendi a fazer foi o ponto cruz.
Lembro-me que na altura aprendi com uma prima quando passava férias na terra dos meus pais, porque ela aprendera durante o ano lectivo, num curso que davam à noite lá na aldeia.
Como é obvio, quando ela me contou isso tratei logo de "cravar" dinheiro à minha mãe para ir comprar material para poder aprender.
Comecei por fazer um pequeno pano de tabuleiro, cheio de erros. Mas ainda hoje o tenho como recordação do meu primeiro trabalho em ponto cruz.
Mas como eu maluca e ADORO um desafio coloquei na cabeça que tinha de "empregar" o novo conhecimento em algo realmente visível e foi assim que tive a "ideia brilhante" de fazer...


 

... esta toalha em ponto cruz que mede cerca de 2,5cm de comprimento.
É gigantesca!! Mas comigo é tudo ou nada!!
Louca!!! Doida varrida!! foi o que na altura todos me chamaram. Incluindo a minha mãe quando lhe pedi dinheiro para o material e, obviamente, não me deu.
Mas como teimosia é o meu nome do meio, meti na cabeça que havia de a fazer e fiz.
O material foi "cravado" à descarada à minha tia, quando na pausa inter-semestral do primeiro ano da faculdade fui passar o mês de fevereiro com ela e precisava desesperadamente de ter algo para me entreter. :-)
Para a fazer levei 5 anos, com muitos avanços e recuos (o primeiro lado foi feito e desfeito pelo menos 4 vezes), mas que me traz igualmente muitas recordações.


 


 
 
Muitos serões em conjunto com a mana a desfazer o que estava errado, muitas tardes de verão à sombra no quintal dos avós agarrada a ela e a ouvir histórias do antigamente, os vizinhos que sempre perguntavam por ela e queriam ver os avanços...
Mas o que mais recordo destes tempos é que foi com esta toalha que aprendi a fazer o ponto de cruz perfeito, com uma colega da minha mãe, na copa e às escondidas da chefe delas.
É uma toalha enorme que não sei se alguma vez terá uso na minha casa, mas que certamente será daquelas poucas coisas que sempre guardarei, pelas memórias que me traz.
Nos entretantos, vai sendo usada na sala de jantar dos meus pais, onde fica perfeita na mesa de jantar. Tem as medidas ideais para ela.
Mas como não bato bem da cabeça esta toalha enorme tem uma "irmã gémea" em crochet! :-D
Um dia conto-vos essa história…
 
**INDISPONÍVEL**

23 junho 2018

DMC | Oficina de ponto cruz



A minha marca de linhas de eleição no que toca a linhas para fazer ponto cruz é, sem margem para dúvidas, a DMC.
Foi no século XVIII, que Jean-Henri Dollfus que em conjunto com Jean Jaques Schmalzer e Samuel Koechlin criaram uma sociedade que se dedicava à produção de estampas indianas pintadas à mão. Seria em 1800 que a empresa a uma nova dimensão e surge a Dollfus-Mieg & Compagnie ou D.M.C..

Foi o filho de Jean Dollfus-Mieg durante os seus estudos em Leeds, Inglaterra, toma conhecimento da invenção do químico John Mercer- "a mercerização"- processo que consiste em passar um fio de algodão em soda cáustica, modificando assim esta fibra, de forma a torná-la resistente e de grande duração, mantendo embora o seu aspecto sedoso.

O fabrico do primeiro fio de algodão pertence, assim, à família Dollfus...
No século XIX a DMC estabelece laços sólidos com uma célebre bordadeira Therese de Dillmont, que criaria em Dornach, a sua própria escola de bordados com o apoio da DMC.

Hoje em dia, o grupo DMC é uma organização internacional fabricante de linhas destinadas a consumidores e à indústria de têxteis e outros produtos derivados. O compromisso da empresa à qualidade e à criatividade é tão forte hoje como no século XVIII. A divisa da família Dollfus, datada de há mais de 2 séculos, conserva toda a sua autenticidade:

Tenui filo magnum texitur opus  -  "De um simples fio, nasceu uma obra de arte"
 
Eu também uso outras marcas, mas é com esta que consigo os melhores resultados.
São cores bonitas, elegantes, vibrantes que resultam em trabalhos incríveis.
A paleta de cores e texturas é enorme e muito bonita.
São linhas com que é muito fácil de trabalhar, são muito suaves ao toque e resistentes na hora de trabalhar.


Nunca experimentei as linhas para a costura, porque ainda não consegui comprá-las, mas tenciono fazê-lo.
E vocês têm uma marca de eleição?

17 junho 2018

A ponta do iceberg... | Oficina de ponto cruz


 O início de um projecto é sempre um misto de ansiedade e alegria. Ansiedade por se ter nas mãos algo novo, algo que vai nascer do nosso trabalho, da nossa dedicação.
Alegria porque de cada vez que nasce alguma coisa, mesmo que seja um simples projecto de ponto cruz é sempre motivo de alegria, de entusiasmo e motivação para nos superarmos.
Hoje partilho convosco a forma como eu início cada projecto de ponto cruz.
Muitos, certamente, dirão não ser a forma mais correcta de o fazer, mas depois de experimentar vários métodos, este é aquele que melhor funciona comigo.
Aquele que diminuiu muito os meus erros e desmanches iniciais.

Eu faço assim...
...a primeira tarefa a fazer é encontrar o meio do tecido (aqui representado pelas linhas azuis).



Depois faço, no meio do trabalho, o suficiente para garantir que não me engano nas contagens. 
E então é hora de iniciar a contagem que me levará da linha que marca o centro ao canto superior esquerdo.



 Depois é a partir daqui, deste canto superior esquerdo, que desenvolvo todo o trabalho.
Primeiro para baixo e depois fazendo-o igualmente no sentido horizontal.
Este é o trabalho que tenho actualmente em mãos.
Está cerca de 50% feito e iniciei-o precisamente na cabeça do burro, onde está o centro do trabalho. Depois foi fazer as cruzes que fazem os limites da cabana até à ponta desta (que se vê na segunda imagem).
Depois foi começar a preencher a cabana e seguir com o resto.

Agora resta a dúvida:
alguém sabe o que irá sair daqui?
:-)

12 maio 2018

Oficina de ponto cruz

 
Uma das primeiras artes que aprendi a fazer foi o Ponto Cruz.
Aprendi com uma prima e, mais tarde, aperfeiçoei a técnica com uma colega da minha mãe, ela sim uma profissional da coisa. ;-D
Hoje em dia, apesar de não ter um diploma escrito que o certifique, sei identificar e fazer ponto de cruz perfeito e é engraçado que vendo uma peça dou logo conta dos erros, mesmo que os queira ignorar. :-D
É uma arte que me dá particular prazer fazer nos meses de frio.
Porque que me enrolo no sofá, com mantas nas pernas, o trabalho que tenho na altura em mãos de um lado, uma chávena de chá no outro e a televisão como barulho de fundo.
Estas são as minhas tardes de outono/inverno preferidas.
Sendo este um blogue de partilhas lembrei-me de partilhar, aquilo que já alguém partilhou comigo.
O conhecimento e a informação são validados enquanto tal quando são transmitidos e partilhados. :-)
O que aqui vou partilhar é a forma como eu faço. Que resulta melhor para mim. De uma forma simples. Despretensiosa. Fácil.
 Quem sabe alguém não se entusiasma e ganha também esta paixão.
Quem me acompanha?
 
E como este pretende ser um espaço de partilha e só terá sentido se houver contribuições, por isso se tiverem dúvidas, comentários é só usar e abusar da caixa de comentários!!