Volta e meia no mundo literário temos modas literárias, em que determinado livro se torna (quase) obrigatório ler.
É uma coisa boa, porque leva as pessoas a voltar a ler ou a ler mais. E isso sempre algo bom!
Recentemente, tivemos a moda da Freida McFadden e de A criada. A bem dizer, com a estreia do filme baseado no livro, ainda a estamos a vivê-la. :-D
Pois bem, também eu fui influenciada pela moda e na Feira do Livro do ano passado vim de lá com o livro A criada. Foi aliás a única compra que fiz (palmadinhas nas costas porque me consegui controlar... coisa rara! :-D :-D).
A verdade é que estava bastante curiosa para ler o livro, mas devo dizer que foi uma desilusão completa!
É o perfeito exemplo do marketing a funcionar.
É uma história sem conteúdo, em que o título conta a história toda do livro. Estava à espera de um thriller cheio de ação, aventura, acontecimentos inesperados, reviravoltas entusiasmantes.
Mas não... é uma história totalmente previsível.
Há ali um momento que há um pequeno twist na história e ainda pensei que talvez a história ganhasse realmente vida e se tornasse interessante. Mas não. Rapidamente regressou ao registo inicial.
Resultado: perdi completamente o interesse na escrita da autora. Nem sequer tenho vontade de ler outros livros ou mesmo assistir ao filme, porque se for como costuma ser (que o filme fica aquém do livro), então o filme deve ser fraquíssimo.
Sei que a febre Freida McFadden veio para ficar e que os fãs crescem de dia para dia. E ainda bem, sobretudo, se isso significar que as pessoas estão a ler e não estão agarradas ao um telemóvel.
Mas eu não fiquei fã da autora!
Sinopse:
"Por trás de cada porta, ela consegue ver tudo.
«Bem-vinda à família», diz Nina Winchester enquanto me cumprimenta com a sua mão elegante e bem cuidada. Sorrio educadamente e olho para o longo corredor de mármore.
Este emprego caiu-me do céu. Talvez seja a minha última oportunidade para mudar de vida. E o melhor de tudo é que aqui ninguém sabe nada acerca do meu passado. Posso esconder-me e fingir ser aquilo que eu quiser. Infelizmente, não tardo a descobrir que os segredos dos Winchester são muito mais perigosos do que os meus…
Todos os dias limpo a bela casa dos Winchester de cima a baixo, vou buscar a filha deles à escola e cozinho uma deliciosa refeição para toda a família antes de subir e comer sozinha no meu quarto minúsculo no sótão.
Tento ignorar a forma como Nina gera o caos só para me ver limpar. Como conta histórias inverosímeis sobre a filha. E como o seu marido, Andrew, parece cada dia mais destroçado. Quando o vejo, e àqueles belos olhos castanhos tão tristes, é difícil não me imaginar no lugar de Nina. Com o marido perfeito, a roupa chique, o carro de luxo. Um dia, experimentei um dos seus vestidos só para ver como me ficava. Mas ela percebeu... e foi aí que descobri porque é que a porta do meu quarto só trancava pelo lado de fora...
Se sair desta casa, será algemada.
Devia ter fugido enquanto podia. Agora, a minha oportunidade desapareceu. Agora que os polícias estão na casa e descobriram o que está no andar de cima, não há volta atrás.
Estão a cerca de cinco segundos de me ler os direitos. Não sei muito bem porque não o fizeram ainda. Talvez esperem induzir-me a dizer-lhes algo que não devia.
Boa sorte com isso.
O polícia com o cabelo preto raiado de grisalho está sentado ao meu lado no sofá. Muda a posição do seu corpo entroncado sobre o cabedal italiano cor de caramelo queimado. Pergunto-me que tipo de sofá terá em casa. Não um, certamente, com um preço de cinco dígitos como este. Provavelmente de uma cor foleira como laranja, coberto de pelo de animais de estimação e com mais do que um rasgão nas costuras. Pergunto-me se estará a pensar no seu sofá em casa e a desejar ter um como este.Ou, mais provavelmente, está a pensar no cadáver lá em cima no sótão."
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| *capa de livro amália* |
**DISPONÍVEL**
**PEÇA ÚNICA**
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