29 setembro 2018

Anchor by Coats & Clark | Oficina de ponto cruz

Chegou o Outono e o inverno virá logo a seguir. :-)
Isto significa que se aproximam as tardes de sofá, tv, chá e ponto cruz, ouvindo o vento e a chuva que cai lá fora. 
Já por aqui contei que sou uma fã assumida das linhas DMC para o ponto cruz que tanto gosto, no entanto, confesso que em trabalhos de cores mais pastel prefiro usar as linhas Anchor by Coats & Clark.
Esta linha tem um fio 100% algodão do Egito, suave, natural para bordar. Eu gosto, particularmente, de usar a gama Anchor Mouliné.
Gosto do efeito menos "brilhante" (comparativamente com as linhas DMC) com o trabalho fica, que remete imediatamente para o efeito mate dos tons pastel.
E vocês qual preferem?

22 setembro 2018

sobre a carta de artesão...



 
 
A certificação de uma profissão, seja ela qual for, é sempre algo importante, pois credibiliza não só a profissão, como quem a realiza.
É garantia de qualidade para quem usufrui dela.
Durante visita à FIA 2018 tomei conhecimento da Carta do Artesão e de unidade de produção artesanal.
Esta é uma forma para quem se dedica permanentemente ao artesanato ter o seu trabalho certificado e reconhecido.
Como é óbvio tem de cumprir um conjunto rigoroso de requisitos, mas isso é apenas garantia para quem compra está a comprar algo de qualidade.
É uma garantia de valorização e reconhecimento do que se produz artesanalmente em Portugal.
É, na minha perspetiva, algo muito importante para a valorização do artesanato do nosso país.

15 setembro 2018

Bainhas abertas, uma arte secular... | Pano de mesa



 
Dado o espaço temporal que a bendita toalha levou a fazer (mais aqui!), dado os inúmeros momentos de frustração, cansaço que ela me provocou e dado o facto de eu não ser pessoa de estar parada, houve que ocupar esses momentos "mortos".
E nada melhor que aprender uma arte nova: as bainhas abertas, tão características das beiras.
E assim se passou mais um verão, onde (mais uma vez!) com a ajudas das vizinhas fiz mais um pano de mesa com umas medidas jeitosas.




Como achei que só com as bainhas abertas ficava muito básico, achei por bem complicar (mais uma vez!) a minha vida e juntei um ramo em ponto roto.
 


Posto isto, aos poucos lá vou conseguindo um dos meus objectivos de vida (fazer o máximo possível do meu enxoval, pois quero tudo personalizado a meu gosto… pancadasdas fortes!!), enquanto pelo meio vou levando a minha mãe à loucura.
:-D :-D :-D
 
 









08 setembro 2018

Back to business!!

 
Setembro - [substantivo masculino] - Nono mês do ano.

Setembro chegou!! Sê muito bem-vindo!!
Chegou o mês dos regressos.
Do regresso ao trabalho. Do regresso à escola. Do regresso às rotinas. Do regresso às listas de afazeres. Do regresso à agenda e aos compromissos.
Chegou o mês dos recomeços.
Chegou o mês em que o outono começa lentamente a entrar nas nossas vidas.
O mês da natureza ganhar tons terra e dos anoiteceres tons laranja e castanho.
Chegou o mês, que depois de um verão nada produtivo (por causa do maldito calor excessivo!), de bater a saudade do ponto cruz, do crochet…
Chegou o meu mês!!
:-)

01 setembro 2018

Olhó buraquinho lindo!! :-) | Pano de mesa

Já por aqui contei que os meus verões de adolescente/jovem adulta foram bastante produtivos. :-)
Foram várias as artes que aprendi a fazer durante esses longos e tórridos dias com as vizinhas lá da aldeia (que muitas as vezes aprendiam-nas durante o inverno nos cursos de bordados à noite, que por lá aconteciam!)
Um desses verões foi passado a aprender o que por lá se chama de ponto roto. :-)






Um ponto muito utilizado em panos de mesa e mais não é um conjunto de pontos (caseado, ponto atrás, ponto pé-de-flor...) combinados que pelo meio tem lá uns buraquitos, que lhe dão toda a graça.
Como é óbvio, aprendi a arte poucos dias antes de regressar a Lisboa (era sempre assim!!) num pedaço de pano dado por uma vizinha e quando regressei tratei de fazer um como deve ser: com cerca de 1,5m de comprimento, ideal para a mesa de jantar cá de casa.
E a minha mãe a deitar as mãos à cabeça!!
:-D :-D :-D

26 agosto 2018

Um pouco de história... | Oficina ponto cruz


Vocês sabiam que o ponto cruz é a arte de bordado mais antigo do mundo?
É verdade, vem do tempo dos homens das cavernas quando estes usavam um ponto em cruz para unir as peles de animais com que faziam as roupas que usavam.
Já no Egipto era utilizado para cerzir as roupas da época e os romanos viam o ponto cruz como uma "pintura de agulha".
Tal como hoje o conhecemos, dizem os entendidos, que terá nascido na China, espalhando-se depois pela Europa e Estados Unidos, durante a Idade Média. Pelo menos é nesta altura que as informações começam a ser mais precisas, pois era utilizado para identificar as roupas dos ricos.
Os bordados apresentavam um aspecto algo tosco e eram baseados nos brasões de família.
Foi com o Renascimento que ganhou uma forma mais próxima da actual, sendo utilizados como forma de alfabetização. Tal terá levado a um desenvolvimento da arte mais rápido, que ao mesmo tempo ganha igualmente um cariz decorativo atribuído pela Igreja Católica.
Entretanto no século XVII a linha de algodão foi introduzida no bordado, substituindo os fios de seda ou lã sobre tecido de linhos até então utilizados.
 Os esquemas conhecem um avanço com a chegada de esquemas impressos que eram vendidos na Alemanha e na Itália e daí seguiam para o resto da Europa. Com a distribuição em larga escala de esquemas, o ponto cruz torna-se oficialmente num hobby.
Durante o séc. XVIII acontece uma produção em larga escala de ponto cruz, sendo bordado por toda a gente, independentemente da classe. Eram criados mostruários de peças para facilitar a escolha de desenhos e faziam-se exposições.
Desde a Idade Média até aos nossos dias o ponto cruz não só nunca perdeu o prestígio, como foi crescendo enquanto arte. Os motivos ganharam novas inspirações e a técnica começou a ser usada em diferentes suportes. Tradicionalmente usados para embelezar roupas de cama, panos, toalhas de mesa, rapidamente começaram a ser usados como identificativos dos seus donos.
Hoje em dia é usado em, praticamente, tudo.
Caracteriza-se precisamente por ser um bordado bastante versátil. Facilmente se adapta a tudo. É uma atividade relaxante, que não só não sobrecarrega a mente, como nos leva a um nível de concentração que nos faz esquecer problemas, o mundo lá fora.
Confirmo! :-)

 

19 agosto 2018

Somos solidários!!

Já não é novidade que por aqui somos um blogue solidário.
Mas não nos ficamos pelas iniciativas próprias, participamos igualmente em iniciativas levadas a cabo por outros.
Como também não é novidade para ninguém, todos os anos Portugal sofre com o flagelo dos incêndios.
Seria de esperar que depois do que aconteceu o ano passado, tivéssemos aprendido a lição, mas Monchique mostrou-nos que não… :-(
E de entre todas as inúmeras iniciativas que por todo o país se levaram a cabo, para ajudar populações e bombeiros, tive conhecimento pelo Instagram de uma iniciativa para ajudar os artesãos de Monchique. Pediam material, ferramentas, tintas, pincéis, tecidos, máquinas de costura… enfim tudo o que pudesse ajudar a recuperar quem perdera tudo.
Não me demorei muito a decidir em participar.





 Andei de volta do pouco que tenho e juntei algum material que tratei de enviar. É pouco, é certo! Mas é dado de coração e com esperança que faça alguma diferença a quem ficou sem nada e que quer continuar com as suas artes.
 Um grande chi-coração para Monchique!!