26 julho 2018

Dia dos avós


Hoje comemora-se o Dia dos Avós!
Diz o Priberam que os avós são "conjunto do avô e da avó ou dos avôs e das avós; o pai e a mãe dos pais de alguém."
Ou seja, os avós são os pais dos nossos pais.
São seres "inventados" para mimarem os netos. Criarem memórias. Aturarem as suas traquinices. Auxiliarem os nossos pais nessa árdua tarefa que é educar uma criança.
Eu, infelizmente, já não tenho avós. :(
Mas conto com um vasto conjunto de recordações dos meus avós. Sobretudo, do avó materno.
Ainda hoje sinto o sabor das bolachas de baunilha e das chicletes de morango que ele comprava na taberna da aldeia para dar aos netos, verdadeiros e de coração.
Dos lápis de madeira que fazia todas as vezes que lá íamos, para "escrevermos" na terra e chegarmos a casa todas sujas.
Apesar de ter falecido ainda eu era uma criança, ainda hoje tenho bem presente na minha memória o seu rosto.
 E vocês ainda têm avós?

21 julho 2018

Manual básico de costura criativa | Joana Nobre Garcia


 
Apesar de uma das minhas principais fontes de informação e conhecimento serem os livros, eu não tenho propriamente uma biblioteca sobre o tema em casa. Com muita pena minha!!
Mas o espaço é escasso, pelo que os livros que vão viver para a estante lá de casa são criteriosamente escolhidos.
Só entram aqueles que realmente valem a pena.
À pouco tempo a estante ganhou um novo habitante, o Manual básico de costura criativa, da Joana Nobre Garcia. Um guia essencial para tirar aquelas dúvidas, mesmo básicas, que volta e meia me assolam o espírito.
Com recurso a linguagem e imagens simples, a autora aborda dúvidas muito comuns para quem anda pelo mundo dos tecidos.
 



 
E vocês têm algum livro de costura que recomendem?

15 julho 2018

FIA 2018 e as compras


As idas à FIA, pelo menos para mim, implicam sempre um trabalho prévio de mentalização que não posso deixar lá o meu ordenado todo.
E, senhores, é uma tarefa difícil de atingir!!
 Por mim cada barraquinha era alvo de compras. :-D :-D
Assim sendo, a escolha da "recordação" que vem para casa é sempre uma tarefa árdua e alvo de uma selecção muito criteriosa.
Este ano, a escolha recaiu numa peça personalizada para oferecer à fada-mãe: um suporte para as  suas colheres de pau enquanto cozinha. E o melhor é que vem com o nome dela e tudo! :-D :-D
Personalizado na hora e à nossa frente!




Havia várias peças que se podiam personalizar, mas nós escolhemos esta por ser algo que a minha mãe procurava à algum tempo e não encontrava uma que lhe agradasse.
Esta como até vem com o nome dela foi um sucesso. :-D
E vocês também se perdem na FIA?
 
 

07 julho 2018

FIA 2018



 
 Por aqui Julho significa ida à FIA. E este ano não foi excepção. :-)
Na passada sexta-feira foi dia de visitar aquele que é considerado o maior evento dedicado ao artesanato no nosso país.
Aqui acorrerem artesãos de todo o país (e arredores!!) que se dedicam às mais variadas artes.
E que artes!! Meu Deus!!
É simplesmente fantástico deambular pelos corredores e verificar que
se é verdade que há muita repetição, também é verdade de ano para ano vamos encontrando melhorias e novas formas de arte. Novos criadores, novos produtos, novos materiais...
Não à dúvida quanto ao português ser um povo muito criativo.
Como é normal dediquei a minha atenção maioritariamente ao pavilhão português.
Adoro!! Simplesmente ADORO!!
Sou capaz de passar lá horas a admirar cada um dos stands, a "estudar" a oferta que por lá vai havendo, a falar com os (verdadeiros) artistas...
O nosso país é, de facto, muito rico em formas de artesanato. E é também bonito ver não só o entusiasmo como o orgulho dos criadores em mostrar o fruto do seu trabalho... Em falar sobre ele...
Simplesmente adorei lá ir!!


a exposição dos trabalhos da Joana Vasconcelos...

Este ano a FIA apresentou uma novidade que muito me agradou:
a organização dos stands foi feita segundo corredores que estavam identificados por letras e que a meu ver além de estar tudo mais organizadinho, facilitou imenso a visita.
Assim não nos escapava nada!! :-D :-D





 
Agora venha a FIA 2019!!!
Cá te esperamos!!

30 junho 2018

Eu & a costura


A minha relação com a costura remonta às minhas férias de verão do 6º ano, se a memória não me falha.
Sempre as férias e os crafts. :-D
Nessas férias lembro-me que pedi à minha mãe um tecido. Ela, depois de algum massacre, deu-me um lençol!! 
E com ele fiz colecções de roupa completas (primavera/verão e outono/inverno) para o Nenuco e para a Barbie.
Mas quando digo completas, é mesmo completas. Tiveram até direito a robe, pijama e tudo!! :-D
Lembro-me que na altura pedi à minha mãe uma máquina de costura, mas aqui não tive muita sorte nas minhas pretensões.
Mas eu, teimosa de primeira, decidi fazer tudo costurando à mão.
Foi dias e dias a cortar, medir, coser, desenhar modelitos... rodeada de linhas, agulhas, dedais, tesouras... mas no fim, o esforço valeu a pena. Podia "vestir" as bonecas para qualquer estação, para qualquer ocasião. :-)
Pena é que todos os modelitos tivessem o mesmo padrão, já que o tecido usado para todas as peças foi o mesmo lençol (do qual não sobrou um retalhito para contar a história!)
Pena maior é não ter guardado estas peças que contam um capítulo da minha história com os crafts. Um capítulo que guardo com muito carinho, pois são recordações que marcam a nossa vida e a tornam mais plena de memórias (felizes!!).
 
O namoro mais sério com a costura começou já depois de começar a trabalhar e comprar a minha primeira máquina de costura.
Com este pequeno acontecimento veio a vontade de aprender mais e mais sobre costura. Seja costura criativa, pequenos remendos do dia-a-dia (que tanto dinheiro nos fazem poupar!), seja fazer DIY (e assim criar peças únicas)...
Vieram os livros, as revistas, os blogues... e a procura constante em aprender cada vez mais sobre uma arte que me apaixona a cada dia que passa.
Vieram os tecidos, as fitas, os botões... todo um mundo de materiais de fazer perder a cabeça e a carteira a qualquer um.
Esta é, portanto, uma relação com futuro e com elevada possibilidade de evoluir num bom sentido! :-D :-D :-D
 

23 junho 2018

DMC | Oficina de ponto cruz



A minha marca de linhas de eleição no que toca a linhas para fazer ponto cruz é, sem margem para dúvidas, a DMC.
Foi no século XVIII, que Jean-Henri Dollfus que em conjunto com Jean Jaques Schmalzer e Samuel Koechlin criaram uma sociedade que se dedicava à produção de estampas indianas pintadas à mão. Seria em 1800 que a empresa a uma nova dimensão e surge a Dollfus-Mieg & Compagnie ou D.M.C..

Foi o filho de Jean Dollfus-Mieg durante os seus estudos em Leeds, Inglaterra, toma conhecimento da invenção do químico John Mercer- "a mercerização"- processo que consiste em passar um fio de algodão em soda cáustica, modificando assim esta fibra, de forma a torná-la resistente e de grande duração, mantendo embora o seu aspecto sedoso.

O fabrico do primeiro fio de algodão pertence, assim, à família Dollfus...
No século XIX a DMC estabelece laços sólidos com uma célebre bordadeira Therese de Dillmont, que criaria em Dornach, a sua própria escola de bordados com o apoio da DMC.

Hoje em dia, o grupo DMC é uma organização internacional fabricante de linhas destinadas a consumidores e à indústria de têxteis e outros produtos derivados. O compromisso da empresa à qualidade e à criatividade é tão forte hoje como no século XVIII. A divisa da família Dollfus, datada de há mais de 2 séculos, conserva toda a sua autenticidade:

Tenui filo magnum texitur opus  -  "De um simples fio, nasceu uma obra de arte"
 
Eu também uso outras marcas, mas é com esta que consigo os melhores resultados.
São cores bonitas, elegantes, vibrantes que resultam em trabalhos incríveis.
A paleta de cores e texturas é enorme e muito bonita.
São linhas com que é muito fácil de trabalhar, são muito suaves ao toque e resistentes na hora de trabalhar.


Nunca experimentei as linhas para a costura, porque ainda não consegui comprá-las, mas tenciono fazê-lo.
E vocês têm uma marca de eleição?

17 junho 2018

A ponta do iceberg... | Oficina de ponto cruz


 O início de um projecto é sempre um misto de ansiedade e alegria. Ansiedade por se ter nas mãos algo novo, algo que vai nascer do nosso trabalho, da nossa dedicação.
Alegria porque de cada vez que nasce alguma coisa, mesmo que seja um simples projecto de ponto cruz é sempre motivo de alegria, de entusiasmo e motivação para nos superarmos.
Hoje partilho convosco a forma como eu início cada projecto de ponto cruz.
Muitos, certamente, dirão não ser a forma mais correcta de o fazer, mas depois de experimentar vários métodos, este é aquele que melhor funciona comigo.
Aquele que diminuiu muito os meus erros e desmanches iniciais.

Eu faço assim...
...a primeira tarefa a fazer é encontrar o meio do tecido (aqui representado pelas linhas azuis).



Depois faço, no meio do trabalho, o suficiente para garantir que não me engano nas contagens. 
E então é hora de iniciar a contagem que me levará da linha que marca o centro ao canto superior esquerdo.



 Depois é a partir daqui, deste canto superior esquerdo, que desenvolvo todo o trabalho.
Primeiro para baixo e depois fazendo-o igualmente no sentido horizontal.
Este é o trabalho que tenho actualmente em mãos.
Está cerca de 50% feito e iniciei-o precisamente na cabeça do burro, onde está o centro do trabalho. Depois foi fazer as cruzes que fazem os limites da cabana até à ponta desta (que se vê na segunda imagem).
Depois foi começar a preencher a cabana e seguir com o resto.

Agora resta a dúvida:
alguém sabe o que irá sair daqui?
:-)