19 março 2018

o dia do artesão...


 
Artesão | s. m.
Pessoa que fabrica manualmente determinadas peças ou produtos,
 
 in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
 
Este mês na Agenda do Artesão destacamos o dia do artesão.
 
 
Dia 19 de Março, para além do Dia do Pai, é também o dia dedicado a quem trabalhar com as mãos é uma arte. Uma paixão. Uma forma de viver.
Mestre nas artes manuais, o artesão cria cada produto como se fosse o primeiro.
Com o mesmo empenho, carinho, dedicação e amor.
Cria cada peça a pensar no cliente. Na pessoa que vai usufruir dela.
Para o artesão todas as peças são especiais.
Em todas as peças deixa um bocadinho do seu tempo, um pedacinho do seu coração.
Para o cliente fica a certeza que tem na sua posse algo único e irrepetível. Algo diferente.
 
 
FELIZ DIA DO ARTESÃO!!!

11 março 2018

Um de cada vez...


Eu tenho um sério problema no que respeita aos crafts e que deixa a minha mãe louca: tenho a mania de ter sempre começados vários trabalhos, em diferentes artes.
Assim de repente e que me lembre, neste momento, tenho começados: uma saia de Natal em ponto cruz, os cortinados em crochet, um medidor infantil em ponto cruz...
Isto sem falar da lista de projetos e ideias de costura que tenho para colocar em prática (cerca de 5 folhas A5)...
E isto acontece desde sempre. Toda a vida assim foi.
Houve uma altura que tive começados ao mesmo tempo 1 toalha em ponto cruz, 1 bicos em crochet para uma toalha, 1 quadro em ponto Castelo Branco, 1 pano com baínhas abertas e 1 pano em ponto roto. Basicamente, nesta altura tinha  começado um trabalho em cada arte que sabia fazer.
Aconteceu então que terminei tudo ao mesmo tempo. Sim, posso levar anos, mas termino sempre aquilo que começo.
Logo vi-me sem nada para fazer nos tempos livres. E tal coisa provoca-me urticária. Eu estou sempre a fazer alguma coisa. É muito raro estar uma tarde de fim-de-semana, sentada no sofá só a ver televisão. Normalmente, tenho sempre a companhia de um dos meus trabalhos.
Decidi então começar um medidor infantil e rapidamente ganhou o estatuto de trabalho das férias. Passado pouco tempo comecei os cortinados para a cozinha e há coisa de ano e meio, num acesso de loucura, comecei uma saia de Natal. Pelo meio iniciei-me nas artes da costura e então a lista de projectos aumentou consideravelmente.
Assim, no início deste ano tomei a decisão de não me meter noutro mega projecto, sem antes terminar os projectos que tenho em mãos. Para já o primeiro objectivo é terminar a saia de Natal a tempo de a usarmos este ano durante as festividades. Neste momento já tenho mais de 50% feito. Vamos ver como corre...
No entretanto, já vamos no terceiro mês e a coisa não tem corrido lá grande coisa (ainda não peguei nela!!), porque aqui entra outro problema meu: eu sou de apetites!!
Ou seja, nem sempre a minha vontade coincide com a necessidade de fazer uma arte.
Senão vejamos... pretendo terminar um trabalho em ponto cruz o quanto antes e o que é que me apetece fazer e tenho feito? Crochet!!
Ora, assim não é fácil!! :-D :-D
Já na costura o problema é outro, e já por aqui falei nele: quando começo uma peça sou assolada por uma ansiedade tal de ver a peça feita o quanto antes que, desperdiço mais material que outra coisa, não aproveito nada o processo criativo, não penso com calma na peça...
E volta e meia lá vem a frustração e a insatisfação.
Vai daí que outra decisão que tomei este ano foi: aprender a dedicar-me a um projecto de cada vez.
A fazer como a minha mãe que apenas faz um projecto de cada vez. Aqui admito que ela tem algo que eu não tenho e que muitas vezes me complica a vida: ela apenas faz crochet! Também costura muito bem à mão, mas sempre me lembro de a ver com uma linha e uma agulha e a ver nascer toalhas, panos, etc... em crochet. Já aqui a je não se consegue decidir apenas por uma arte, gosta de fazer várias e agora até se lembrou que as pode juntar num mesmo trabalho...
Oh God!! Internem-me!!
Começo a dar razão à minha mãe e acho que a loucura se está a apoderar de mim. :-D :-D

02 março 2018

Como ter tempo para um hobby?

A persistência da memória, Salvador Dalí
"Quem corre por gosto, não cansa!"
...lá diz o velho ditado...
Ter um hobby é ter uma forma de canalizar o stress a que estamos expostos diariamente.
Seja a fazer ginástica, a ler, a cozinhar, a costurar é importante que, no meio da azáfama diária, encontremos uma hora para nos dedicarmos a cuidar de nós, a cuidar da nossa alma.
A reencontrar e a restabelecer os nossos níveis de energia.
Quanto a mim, uma das formas que tenho de o fazer é dedicar-me aos crafts. À costura, ao ponto cruz, ao crochet...
Mas quantas e quantas vezes não damos por nós a dizer: Não tenho tempo!! Já nem consigo dedicar-me aos meus hobbies!!
Por contingências da vida, nos últimos tempos dei por mim a dizer esta frase demasiadas vezes e a ter pouco tempo para me dedicar à costura, p.e. (porque tenho de estar constantemente a montar e a desmontar a minha tenda, acabo por optar por me dedicar a projectos de fácil montagem :-D) e isso começou e refletir-se no meu dia-dia, no meu bem-estar.
Dado que me comprometi comigo própria a terminar 1 projecto de ponto cruz que tenho em mãos, até ao fim do ano, tive de realinhar o meu dia e encontrar tempo para me dedicar a ele tornou-se prioritário.
Assim lembrei-me de partilhar por aqui uns truques & dicas que nos podem ajudar a encontrar tempo, no nosso dia, para termos para nos dedicarmos àquilo que mais gostamos de fazer:
  • estabelecer uma rotina - apesar de, para muitos, o termo rotina ser algo depreciativo e mau, o certo que precisamos de uma certa rotina na nossa vida, para conseguirmos "chegar a todo o lado";
  • estabelecer o nosso bem-estar como algo prioritário- se fazer ginástica ou costurar nos faz bem à cabeça e à alma, então deve ser uma prioridade na nossa vida, no nosso dia-a-dia. Só vamos conseguir fazer tudo e ser felizes se estivermos bem física e psicologicamente;
  • estabelecer um "horário escolar" para a nossa semana - se planearmos a nossa semana distribuindo de forma equilibrada as nossas tarefas ao longo da semana, certamente que atingiremos melhor os nossos objectivos e tarefas. Não desperdiçamos tempo e ainda podemos encontrar espaço para os nossos hobbies;
  • estabelecer um mínimo diário (1hora por dia, p.e.) para nos dedicarmos aos nossos hobbies, em que nessa hora nos "obrigamos" a estar e a focar nos nossos passatempos, no nosso lazer.
A vida não tem de ser só obrigações.
Deve ser também lazer, tempo livre para nos dedicarmos ao que e a quem mais gostamos. 

25 fevereiro 2018

Sobre o colorir da vida...

 
 
Eu gosto de aplicar as artes que sei em coisas úteis.
Em objectos que tenham uma utilidade. E se for de utilidade diária é ouro sobre azul!
Com o frio, que se tem feito sentir, há algo fundamental nos nossos outfits diários: um cachecol!
E o meu, que já conta com uns bons aninhos de uso, já foi, inclusivamente, reestruturado, é super colorido, super quentinho, fofinho e totalmente handmade. :-) 
Há lá forma melhor de dar cor a um dia cinzento de inverno? :-)
Este foi feito pela fada-mãe, mas na calha já estão novos exemplares, com novas cores (e desta vez totalmente feitos por mim!!).
Mas enquanto não ficam prontos fica a reportagem fotográfica do meu companheiro de guerra contra o frio... :-)





 
E vocês usam objectos handmade?
 
**INDISPONÍVEL**

17 fevereiro 2018

2nd round...

Vamos lá dar continuidade a esta saga. :-D :-D
Há alguns dias atrás foi a altura perfeita para dar início aquela que será a segunda parte do 1º cortinado da minha (futura) cozinha.
Como diz um primo meu: - Temos de começar por algum lado!
Eu comecei pelos cortinados da cozinha. :-) :-) :-)
(Nos entretantos, a minha mãe vai trepando pelas paredes com estas minhas ideias de jerico! :-D :- D:-D )



10 fevereiro 2018

É Carnaval!!!


O carnaval é uma festa popular que surgiu na Antiguidade com intuito de celebrar os deuses pagãos e a natureza. Foi reconhecida pela Igreja e incluída no calendário cristão depois de muitos séculos, ainda hoje é comemorada no mundo inteiro.
É a última festa antes da quaresma. No século XIII, os nobres franceses começaram a promover grandes festas onde era obrigatório o uso de máscaras e roupas luxuosas e, provavelmente, foi assim que surgiram as primeiras festas à fantasia. Essas festas logo ficaram populares entre as altas classes em toda Europa e se espalharam por todo o mundo, sendo comuns atualmente.

Como nasceu...

A origem do carnaval é incerta, mas acredita-se que tenha surgido na Grécia por volta do ano 520 a.C. Era uma festa em que o vinho era fundamental e as pessoas se reuniam em nome do deus Dionísio com a única intenção de se divertirem, celebrar a chegada da primavera e a fertilidade. Esse tipo de comemoração tornou-se popular em Roma durante os primeiros séculos da era cristã.
O nome Carnaval vem de “Carne Vale” e o seu significado está ligado ao facto dessa festa pagã acontecer durante os três dias que antecedem a quaresma, um longo período de privação, era então   uma despedida dos pecados da carne..
Em 1545, depois do concílio de Trento, mudou-se o calendário de Juliano para Gregoriano e o Carnaval passou a ser uma data oficial para os cristãos. Dessa forma, é reconhecida como festa popular de rua que sofreu uma série de modificações culturais até chegar aos dias de hoje.

Por cá...
No calendário português, o Carnaval é um dos mais importantes "ciclos" festivos. Assume particular destaque atualmente nos meios urbanos, mas possui, ao mesmo tempo, ainda características muito próprias nos meios rurais. Aqui é anunciado, por exemplo, ainda antes dos três dias que decorrem entre o Domingo Gordo e a Terça-Feira Gorda, por celebrações preparatórias, dir-se-ia, como, por exemplo, as dos "dias dos compadres e das comadres".

Os antropólogos conotam a estas celebrações rituais de glorificação do próprio grupo sexual no respetivo dia - homens na quinta-feira dos compadres e mulheres na quinta-feira das comadres (esta tradição é muito forte em Lazarim, Lamego). As troças (com uso de chocalhos, como no Alto Alentejo), perseguições e solidariedade dentro de cada grupo (no dia das comadres, até as mães são "contra" os filhos varões e os pais, no dos compadres, "contra" as filhas", por exemplo) são as marcas visíveis destes festejos, para além da exibição de bonecos jocosamente alusivos ao "outro sexo" nos dias de cada grupo (compadres ou comadres). Cotejos próprios de cada grupo ou casamentos fictícios, por sorteio, ocorrem em certas regiões, como no Alentejo. Outras regiões em que as mulheres dão aos homens uma refeição melhorada, no dia das comadres, retribuindo os compadres, no seu dia, aquele favor culinário.

Quanto ao Carnaval propriamente dito, os seus rituais são mais ou menos comuns a todo o País, à exceção dos "cardadores" de Ílhavo ou das danças de Carnaval na ilha Terceira, Açores.

As características do Carnaval em Portugal são, essencialmente, quatro:

- ausência completa de restrições alimentares quantitativas e qualitativas, com a ingestão de carnes de toda a espécie, desde a orelheira no Norte ao galo em outras regiões, para além das sobremesas da quadra como o arroz doce e as filhoses. Os bodos são um exemplo festivo desta componente alimentar. Os excessos alimentares carnavalescos são entendidos, por outro lado, como contraponto aos jejuns e abstinências quaresmais.

- uso de máscaras, essenciais nos festejos mas sem relação alguma com rituais específicos, como noutras regiões da Europa (Veneza, Colónia...)

- exibição e destruição de manequins/bonecos de tipo burlesco, com carácter jocoso, visível nas paródias aos enterros (como o do "João").

- As "pulhas" carnavalescas, ou sátiras de acusação e provocação, direta e humorística, por vezes com tom ofensivo.

Estas três últimas constantes revelam outra oposição - a da transversão ou subversão momentâneas da ordem normal (sem desacatos organizados), licenciosidade, certa rutura, excessos - à Quaresma, tempo de rigor e disciplina, contenção e discrição.

Os mais conhecidos carnavais de Portugal são os de Loulé, Ovar, Torres Vedras, Canas de Senhorim, Madeira, Alcobaça ou da Mealhada, alguns mesclados com tradições importadas - do Brasil ou de Itália - mas espontaneamente assimiladas pelos foliões portugueses e perfeitamente enquadradas no carácter de liberdade e animação popular.
As máscaras...

No Carnaval o recurso aos trabalhos manuais ou diy (do it yourself) é muito comum. Permite não só usar a imaginação, reciclar coisas velhas, como poupar imenso dinheiro e ter uma máscara única e diferente de todas.
Para além disso durante o processo de construção passamos bons momentos em família, uma vez que todos podem participar.
Na internet não faltam exemplos e tutoriais de como fazer máscaras simples, divertidas, baratas e para todas as idades. Basta uma simples pesquisa e surgem centenas de sugestões...
exemplo 3

Ainda vão a tempo de preparar as vossas e depois é só ir para a rua festejar!!

BOM CARNAVAL!!!

27 janeiro 2018

Tic tac, tic tac | Relógio de cozinha


Medir o tempo é uma necessidade tão antiga quanto a Humanidade.
Conta-se que nos primórdios o Homem recorria ao sol e a sombras para marcar o tempo. Entretanto, dado a sua inutilidade nocturna, rapidamente o Homem percebeu que teria de recorrer a outros instrumentos para o fazer.
Alguns historiadores afirmam que o primeiro relógio mecânico da história tenha sido criado em 725 a.C e tratava-se de um complexo sistema de engrenagens que utilizava sessenta baldes de água, cada um representando um segundo.
Entretanto, só se tem notícias da criação de instrumento semelhante no final do século XIII. De qualquer forma, podemos dizer que os relógios até então eram bastante limitados e não apresentavam uma boa precisão e eram utilizados apenas na astronomia ou para medir o tempo de atividades específicas.
A Revolução Industrial trouxe uma nova realidade: tornou-se necessária a medição exata das horas de serviço dos trabalhadores.
Assim, em 1830, o físico italiano Giuseppe Zamboni deu uma importante contribuição para a evolução do relógio ao colocar um pêndulo à base de eletricidade para medir as horas. Isto foi o prelúdio para o surgimento dos relógios elétricos, novidade que representou uma verdadeira revolução para o campo relojoeiro.
O primeiro relógio que faz uso de cristais de quartzo para marcar o tempo foi desenvolvido em 1930, nos Estados Unidos.
Contudo, o mesmo possuía dimensões enormes e consumia muita energia.
Tal realidade só mudou a partir do desenvolvimento da eletrônica ao longo do século XX, aspeto que permitiu a criação dos primeiros relógios eletrônicos: pequenos, práticos e económicos.




Atualmente, o relógio é presença obrigatória no nosso dia-a-dia.
Seja porque nos ajuda a ter uma noção mais exata do tempo. Porque nos ajuda a controlá-lo de uma forma mais eficiente Porque nos ajuda a cumprir horários e a chegar a horas. Porque completamenta de forma perfeita o outfit do dia.
Seja porque motivo for, o relógio é essencial hoje em dia.






*INDISPONÍVEL*
Disponível por encomenda