10 fevereiro 2019

L'amour...


"Por mais duro que alguém seja, derreterá no fogo do amor.
Se não derreter é porque o fogo não é bastante forte."
Gandhi

E assim do nada chegamos à semana mais romântica do ano!!
Por todo o lado, o amor invade as nossas vidas, a nossa rotina, o nosso dia-a-dia...
Seja como for é O dia de celebrar o amor.
O amor que une um casal, o amor que nutrimos pelos nossos, pelos amigos, pelos animais, pela vida…
É acima de tudo o dia do amor e como tal deve ser celebrado e cada vez mais integrado na nossa vida e nas nossas relações, seja com os outros ou connosco mesmos.
 
E sabiam que existem várias lendas acerca de São Valentim, o padroeiro do amor? :-)
 
A Lenda da filha do juiz
 
Conta-se que no Séc. III vivia em Roma o sacerdote chamado Valentim. Cláudio II, então imperador, ao aperceber-se da influência do cristão manda prendê-lo.
Valentim acaba à guarda de um juiz de nome Astério, que tinha uma filha cega. Este, ao ver a fé inabalável do santo, diz-lhe que se ele conseguir restituir a visão à filha acreditará que Jesus é o caminho certo. Valentim põe então as mãos sobre os olhos dela e reza. A jovem recupera imediatamente a visão e Astério e os seus convertem-se. Mas o Imperador Cláudio não cede e acaba por os condenar a todos à morte. Valentim é então decapitado.
Algumas versões desta lenda alegam ainda que, após recuperar a visão, a filha de Astério se teria apaixonado por Valentim e ele por ela. No entanto, a história acaba da mesma forma, com a morte de Valentim.
A Lenda dos casamentos proibidos
 
Segundo esta lenda, o mesmo imperador romano, Cláudio II, teria proibido os casamentos para assim poder angariar mais soldados para a frente de batalha. Dizia ele que o casamento e as mulheres distraiam os soldados. No entanto o sacerdote Valentim, que pregava a importância do amor, continuou a casar os apaixonados em segredo mesmo contra a vontade de Cláudio. Acabou por ser descoberto, preso, torturado e condenado à morte a 14 de Fevereiro de 268.
A Lenda dos amantes
 
Conta esta lenda que Valentim foi o primeiro a celebrar o casamento entre um legionário pagão e uma mulher cristã e por isso se tornou padroeiro dos apaixonados. O casamento não era visto com bons olhos pela família dela mas, após descobrirem que sofria de uma grave doença, acabaram por ceder. O jovem apaixonado pediu ao santo para não mais ter de se separar da sua amada e Valentim baptizou-o e casou-os no quarto onde padecia a doente. Os jovens acabaram por morrer juntos.
A Lenda da reconciliação
 
Narra esta lenda que Valentim, ao ver dois jovens namorados brigar, fez voar em torno deles vários casais de pombos e os jovens logo se reconciliaram. Daí supostamente deriva a expressão “pombinhos”. Uma outra versão desta lenda fala não de pombos, mas de uma rosa que o santo teria posto nas mãos dos jovens e imediatamente os reconciliou.
A Hipótese dos Lupercales
 
Muitos ligam também as tradições de São Valentim ao festival dos Lupercales, que se realizava na antiga Roma a 15 de Fevereiro. O nome Lupercales deriva das palavras Lupus (lobo, animal que simbolicamente representava o deus Faunos) e Hircus (cabra, o animal impuro) e o festival representava a passagem dos jovens à idade adulta. Nele, os jovens corriam nus pelas ruas, chicoteando as mulheres que encontravam à frente para desta forma lhes garantir a fertilidade. Corriam também nus pela floresta, onde deviam sobreviver por determinado tempo para provar as suas capacidades. 
 Devido ao cristianismo emergente da época esta festa acabou por ser considerada demasiado “obscena” e foi então substituída pela de São Valentim e alterada para o dia da morte do mártir, a 14 de Fevereiro.
No entanto a igreja viu-se a braços com uma luta quando, durante a idade média, as pessoas tentavam criar as suas próprias tradições de festa derivadas dos Lupercales. Neles celebrava-se a fertilidade e a renovação dos solos. As pessoas saiam para as ruas e as regras morais da igreja deixavam de lhes importar e eram quebradas.
 
 

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